sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

capelinha de melão I

    CAPELINHA DE MELÃO I

 A Consciência estava dormindo.
Ela não tinha hora pra acordar.
Também ninguém foi chamá-la.
Resolveram deixa-la descansar
para que espontaneamente ela
despertasse... 
Sem medos, sem culpas e sem
cansaço. Com vontade de viver.
 E aí vestir-se com as fibras da 
Natureza expondo luminosidade
(ectoplasmática) a sua volta.
Reacendendo novos mundos, uni-
versos cerebrais desconhecidos...
Outra paisagem se descortinaria!

-Valerá o empenho e a dedicação

diárias. Valerá regá-la com afinco.
Adubá-la naturalmente para enfim 
 poder  ainda descansar a sombra
da sua frondosa copa e partilhar
os frutos da (gloriosa) Divindade.



               

Teresa Jardim / 5 de dezembro de 2013