terça-feira, 22 de agosto de 2017

poeta baiano

Estrada Esquecida!

Estrada esquecida
Tapete negro
De angústia e aflição
Tráfego da morte
Cruzes nas estradas
Túmulos desconhecidos
Vítimas da imprudência
Da embriaguez e insensatez.

Estrada esquecida
Quase sem vida
Leito de amor e dor
Árvore do fruto amargo
Berço do desejo e pecado
Desespero dos corvos solitários
Nos gritos de socorro e salvação.
Estrada esquecida
Outro lado da vida
Quem te conhece, ama
Mas, não confia
Tuas costas e encostas
Acostamentos desnivelados
Asfaltos esburacados.
Estrada esquecida
Vista do alto
É um risco no chão
Um vai e vem
De cometas iluminados
Que rasgam o estradão
Transportando a produção

Estrada esquecida
Perigo constante
Rota dos gigantes
Das feras feridas
Dos caminhoneiros heróis
E dos velhos viajantes.

Estrada esquecida
Tu és minha vida
Enfrento o perigo
Aceito o castigo
Mas, vivo contigo
Suportando a solidão.

O Velho Viajante Poeta!
publicado no primeiro livro lançado em 2005 " Eclosão Poética".