Edu Plachêz / poesia

ESTIVE NA VELHA CINELÂNDIA
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Morno no dia de hoje, mas não pelas próximas horas,
estive no fim da tarde nas escadarias da câmera municipal do Rio de Janeiro
para fazer o meu pequeno concerto,
para justificar minha presença cá nesse planeta,
para cumprir a missão de menestrel, de arauto do novo ou do velho
Toquei a flauta, a gaita cromática de chave, cantei...
estava triste, tal qual os inertes postes apinhados de propagandas
e manchas de fuligem
Enquanto, tocava, gesticulava, recitava e cantava,
as pessoas passavam apressadas para estarem em casa,
"tocava" para mim mesmo,
para a lua acobertada pelas nuvens do já outono
Com saudade dos palcos,me lanço às ruas da carioca matriz,
para num ato de reza humana,
espalhar o que abunda em minhas engrenagens, de poeta não vencido
de guerreiro descabelado
E o mundo está tão insensível aos meus gemidos,
"canto" para as paredes,
para os vitrais dos que sonham com luzem de pirilampos
( Ainda existe gente assim? )
Estive na velha Cinelândia,
no palácio onde reinou a Feira de Poesia dos anos 80,
de G.de Castro, Leila Micollis, de Cairo Trindade e Denizis Trindade,
Kzé e Gaet...de Teresa Jardim e Douglas Carrara..Euclides Amaral...
Nilo Sergio, José Cordeiro... Iverson Carneiro... Brasilande de Sá Barreto ...

 edu planchêz 
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